sábado, 19 de julho de 2008

Phoenix (1913-1922?): primeira gravadora paulistana

Artur Castro
Fonte: cartazes e fotos da Casa Edison In FRANCESCHI, 2002.

A mais importante fonte sobre a primeira gravadora de discos paulistana é o manuscrito autobiográfico de Frederico Figner (1946). A Phoenix é fruto da dissensão entre o ele e o irmão, Gustavo Figner, então representante da Casa Edison em São Paulo, que se tornou proprietário do selo Phoenix. Segundo Franceschi (2002, p. 188), a briga entre os irmãos foi responsável tanto pelo surgimento do Phoenix quanto pela ausência de informações mais detalhadas sobre este selo. Frederico Figner, aliás, parece desconhecê-lo.

As poucas informações se referem à indicação dos fabricantes destes discos – primeiro, o gaúcho Savério Leonetti, que fabricava discos desde 1913 em Porto Alegre, e depois a Fábrica União, em São Paulo. Há também a série Phoenix 70.000, em grande parte prensada na Alemanha – e aquilo que os discos supérstites nos legaram: registros de choros (gravados, na maioria, pelo obscuro Grupo Sulferino, mas há registros do Choro Carioca, cujo flautista era Pixinguinha), polcas, cançonetas, tangos e tanguinhos, como este, gravado por Artur Castro, possivelmente em Porto Alegre, ca. 1918 ("Conquistado", Phoenix 294).

Nota: será disponibilizada apenas a gravação, porque o selo está danificado.



Referência:

FRANCESCHI, Humberto. “A Casa Edison e seu tempo”. RJ: Sarapuí, 2002, pp. 187-191.

Um comentário:

yargo disse...

Olá pessoal do Chiadofone!Achei o conteúdo muito bem postado sobre um punhado da história das gravadoras no Brasil.Inclusive em questão de preservar raridades eu consegui remasterizar a gravação que vcs postaram eliminando uma boa parte dos chiados fazendo com que nós ouçamos com muito mais clareza a riquíssima informação sonora.Abraços!